terça-feira, 18 de abril de 2017

Bordeline, oh Bordeline

O TEXTO A SEGUIR, FOI RECEBIDO POR E-MAIL EM NOSSO CORREIO ELETRÔNICO!!!
AUTOR(A) NÃO SERÁ DIVULGADA POIS O INTUITO DO BLOG É A LEITURA DO DESCONHECIDO, COM FOCO NA MENSAGEM E NÃO EM QUEM A ESCREVE.
EIS UM POEMA DE UMA PESSOA QUE SOFRE DE 'SÍNDROME BORDELINE' OU "Transtorno de personalidade limítrofe.

Surto quando tiro uma péssima nota,
mesmo reconhecendo que não tive ânimo para estudar
Cama, é só onde quero estar

Me martirizar
Com meus pensamentos me incomodar

Planejar tarefas futuras,
mas ter a consciência de que não vou realizar nenhuma
É dormir demais ou não dormir nada.
pois é, eis a noite de uma mente bagunçada

"Porra garota, levante logo daí!"
Diz minha mãe
Não que seja fato,
É apenas um fardo
Eu mesma coloquei sobre minhas costas
Só não consigo deixar a mostra

Eu acredito ser insuficiente para meus amigos
Eu quero amar,
Mas não quero o amor...
"Para com drama", "como é criança". "Faça-me o favor"
E se você partir?!
E se me deixar?!
É... tudo bem, você merece algo melhor
Mas e se eu ficar sozinha?
Se é que já não estou...
Estou com medo!
"Por que voce se afastou?
"Está querendo atenção?"  diz "amigos"
Estou cansada dessa constante alternância entre me sentir perdida e ter medo do que está por vir
Merda! A próxima crise está logo ali

Quero férias!

Alguém aquieta esses pensamentos inquietantes, atordoantes...
Por favor? "Faça isso sozinha, há certas coisas que precisam ser aprendidas com a dor" - diz alguém que eu já não sei mais quem
Mas sabe, eu tento
Eu tento me refugiar desse pensamento
em outros que, aparentemente, são confortantes
Só que sinto meu coração estilhaçado
O motivo?
Problemas com a autoria da minha mente ansiosa e depressiva
"Emo! Suicida!" - diz mais quem? Bordeline, Bordeline
Essa confusão de sentir coisas demais e ao mesmo tempo não sentir nada
Me dá a sensação de que nunca vou melhorar
De que nunca irei me inteirar
E nunca irei me encaixar em algum lugar
Me sinto distante de tudo
Ou tudo está distante de mim?
Não me compreendo
Muitos acham horrendo
Outros encontram beleza
E eu?
EU?
Droga! Estou transtornada,
Mas me alivia pensar que os meus transtornos tem tratamento
Ao contrário das almas doentias espalhadas, sem rumo, vazias e sozinhas.
Brincando de ser gente, que machuca sem dó alguém já machucado.
E é assim, que retrato com as mais sinceras palavras o quão difícil é se sentir abstrato.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Batalha aérea, Batalha Externa, Batalha Interna

  Ao céu, uma paisagem limpa é tomada por um rastro da turbina de duas aeronaves de guerra, um frente ao outro, enquanto um descarrega sua metralhadora o outro, gira de um lado para o outro se esquivando dos disparos, ainda olhando seu inimigo pelo retrovisor, consegue observar seus olhos semicerrados e suas sobrancelhas franzidas.
  Seu inimigo não sessa nem por um instante sua enorme metralhadora, em outra trovoada de disparos ele se vê obrigado a manobrar sua aeronave em um giro acrobático, ela ainda o acerta.
  Sua aeronave agora afetada por disparos, libera uma fumaça preta pela asa dianteira, os dois vão da esquerda para a direita deixando apenas rastros no céu.
  Ambos desaparecem e reaparecem em meio as nuvens, sua respiração está ofegante, pensativos em qual estratégia tomar, ele olha para seu marcador, combustível está quase no limite, enquanto a munição do outro está se esvaindo, a aeronave atingida, manobra novamente, agora rumo ao mar fugindo dos disparos, uma fumaça preta turva a mira da, porém não deixa de atirar despercebendo sua munição quase no limite.
  Chegando próximo da água, o da frente aciona as rodas de pouso, que ao tocarem o mar, se quebra, seus estilhaços acertam a outra aeronave que vem logo atrás, tem sua asa também comprometida,  um deles pressiona um colar enquanto o outro olha por relance uma imagem sobre o vidro logo acima da mira.
   Novamente eles se encontram girando no ar como uma dança entre as montanhas gélidas, a neblina logo abaixo atrapalha a visão, Segurando o controle da aeronave, ele quebra seu terço devido a pressão, enquanto o outro não percebe a imagem de sua divindade saindo por uma abertuda do vidro que é espedaçado, estilhaços o acertam deixando-o ainda mais irritado.
  De repente tudo fica lento, a ultima bala é ajeitada à metralhadora, que logo é enviada para seu alvo, seu sorriso é interrompido por um resmungo ao perceber sua munição.
  Os marcadores de combustível chegam no limite, a ação volta ao normal, quando eles se dispersam, com um respiro longo e manobra sua aeronave ao lado de seu inimigo e juntos sobrevoam em meio as nuvens lado a lado. eles se olham, Gotas de sangue caem sobre a aeronave em ruínas, alertas de emergência disparam.
  No fundo da paisagem eles se separam, um pela esquerda, e o outro pela direita, aliviados, liberam a pressão de suas mãos no controle da aeronave.
  As nuvens se abrem dando espaço ao sol, que brilha intensamente naquela paisagem azul celeste.
  Novamente eles se viram para se olharem, ao perceber que estão longe, eles manobram em sentido retorno, com um grito eles arranham seus rostos, e puxam sua pele até que ela sai, a paisagem agora se torna avermelhada, tons de vermelham tomam conta das aeronaves, nuvens, seus rostos estão cobertos de um vermelho beirando o preto, que dificulta a visão de seus rostos sem vida.
  As aeronaves, voam um em direção ao outro, rumo a um impacto direto, próximo ao se chorarem, o ambiente fica lento e em silêncio, não ouve-se nem as hélices ou os motores, abrem a escotilha de vidro, soltam os cintos e saltam para fora da aeronave. lado a lado eles sacam suas armas e se acertam, as aeronaves explodem logo abaixo, tampando os pilotos, em meio a fumaça, pode-se ver apenas lampejos de luzes vindo das armas.
  Num instante as luzes param, duas pistolas são atiradas para fora da fumaça, abaixo surge um seguido por outro paraquedas, que caem sobre o solo coberto de uma camada de neve.
  Feridos ao solo, portam agora facas em uma de suas mãos, seus corpos lutam para se locomover entre a neve, rastejando contra a ventania, como se ela viesse nas duas direções, dificultando ainda mais.
 Um deles é levado pela ventania, enquanto o outro, com um ultimo suspiro árduo se aproxima uma ultima vez, até que tem seu corpo levado pelo vento, seus corpos se tornam parte da neve que é levada pelos ventos, dois traços de poeira entrelaçados deixando diferentes marcas ao céu, e no solo, resta dois caminhos abertos sobre a neve.

quarta-feira, 29 de março de 2017

O Pátria amada !

O pátria amada, idolatrada, salve!, salve ?
Salve o jorge!

Povo forte, povo nobre
nesse cabo de guerra, a corda só arrebenta
pro lado de quem é pobre

A TV mostra o retrato
Num noticiário fragmentado
Visto que é abstrato
E o povo aceita calado
Gratos, pelo deputado,
que acena lisonjeado.
mas faltando comida no prato

Presidente, Deputado
Governo e Senador
nem se quer sabe o valor
de um dia de trabalho
Do pobre trabalhador.




quarta-feira, 8 de março de 2017

Seja a Flor em meio a Selva de pedra

  Vejo o caos em um jardim de borboletas
  Vejo...   Falsas noticias
  Se espalhando em uma multidão vazia
  Moldando manequins em soldados de uma guerra suicida, escarnecida
  Escarnecida, Atiram livros em bibliotecas extinguidas, esquecidas
  Vejo uma Sociedade sem fundamento
  Indo de encontro a uma linha que fabrica padrões.
  Te rouba o direito de ser diferente

  Revolucionário é todo aquele que quer mudar o mundo
  E tem coragem de começar por si mesmo
  Então Aja!
  Apague o código de barra, saia de sua bolha social
  Explore, se aventure a errar
  Pois errar, é melhor que não tentar
  Permita-se a tentar algo novo
  Pois se arrepender de ter feito algo
  É melhor do que se arrepender de nunca ter feito
  Aliás, Nunca se sabe que resultados virão de sua ação
  Mas não haverá resultados sem uma ação.
   A vida é como uma flor. ela se recolhe ou se expande tudo depende de como você a rega
  Então aja!
  Regue sua vida de coragem

  Cresça, se torne uma árvore frutífera em meio a selva de pedra
  Regue-se de coragem, gere fruto e o distribua.
  Saiba que em cada fruto hávera uma semente, capaz se tornar outra árvore.

quarta-feira, 1 de março de 2017

É Certo?

Só orar quando tá em perigo? Só querer o colo quando te falta abrigo? Usar do amor de quem tem para dar, quando de quem você realmente queria te falta? Chorar baixinho e deixar quem te feriu sorrindo?
 Ensinaram " O pai nosso" Agradeça pelo pão
Pelo feijão Pelo irmão
Agradeça pela existência Por ter presente
Parentes que logo serão inexistem Em Romanos 10:13 dizia
porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Coitada da menina Que desde pequena sofria Chorava aflita Pelas coisas mundanas vividas Desacreditada da presença~Não era mais crente na existência de uma força suprema
Ela orou
Rezou
Ascendeu vela
E banho ela tomou
Mas já não dava
Desencanada
O coração tava aflito
A alma carregada Mas não foi sempre assim
Nem sempre desistimos daquilo que acreditamos Saiba aonde chorar!
Fulano quer te ajudar?
Haha
Nessa fila eu já entrei
Conheci fulano rei
Pebleu, até o papa me conheceu
Mas na hora da dor..
De dar a mão como parceiro
De dar o colo como contorno
Geral sai cortando
Dizendo que não tá legal
Que seus problemas não são reais
Fazer o que se na cidade
Problema é classificado por idade

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Conto Águia Branca #01


Ola Leitores, Desta vez, Será um conto um pouco diferente dos criados até aqui. Contando com diálogos e seguindo por alguns capítulos. espero que gostem deste conto...
Agora sem mais delongas - Conto Águia Branca #01


  O Jantar

  Luminárias sobre as  mesas eram os únicos pontos de luz do restaurante Admores, localizado na região sudeste do litoral, construído sobre as montanhas era ponto turístico por sua vista ao mar, o local estava cheio, todos vestindo trajes galantes proporcionavam um ambiente romântico ao lugar.
Mark, um oficial recém promovido à gente particular do presidente teria feito reserva a cerca de oito meses no local tão disputado a uma mesa para dois ,frente ao mar. Gastou economias de dois anos para este jantar junto a amada Line, ele a conheceu em enquanto fazia uma caminhada noturna próximo à sua casa.

  - Finalmente chegamos querida. diz mark a Line.
  - Que lugar lindo mon amour. diz Line enquanto olha para o local


  Mark puxa a cadeira de Line que sorri e se senta.
  O garçom logo se aproxima, trazendo consigo o menu de vinhos e outro com as entradas, Mark aponta para um dos vinhos do menu e pede o prato da noite .

  - Belíssima escolha Sr, - diz o garçom elogiando - seu pedido chegará logo, Tenham uma ótima noite.

  Ambos acenem sorrindo enquanto o garçom se retira levando os menus.

  - Antes que ele volte, preciso fazer uma coisa.
  - Não estou compreendendo mon amour. diz Line com uma expressão de duvida.

  Mark então se abaixa para pegar sua maleta, ele a abre e retira um pequeno pacote de presente  e entrega a Line.

  - Mon amour, obrigado, não sabia que hoje era uma data especial, não te comprei nada.
  - Hoje não e nenhuma data especial, não ainda - diz Mark sorrindo.
 
Line começa a abrir o pacote lentamente e antes de puxar o ultimo laço caixa se abre, um coelho salta da caixa assustando Line que grita. No entanto logo observa o coelho, algo em sua boca brilha, ela coloca sua mão, é um anel de perolas, Antes de poder reagir Mark segura a mão.

  - Case-se comigo. diz Mark com seus olhos em lágrima - Você me transmite sorte, desde que nos encontramos não parei mais de sorrir, você é meu melhor momento.  Line ainda envergonhada olha para Mark, suas bochechas estão rosadas.

  - Si..

  -Oficial ! - interrompe dois homens altos de ternos que andam ate a mesa

  - Precisamos interrogar a mulher que está com o senhor. - diz um deles
  - Como assim? Quem os mandou aqui? - Grita Mark enfurecido
  - Estou com medo... diz Line com um olhar assustado segurando o braço de Mark como forma de proteção.

 - Por favor. Nos só precisamos fazer algumas perguntas... - diz um dos agentes.

Rapidamente Line que segurava Mark, puxa de sua perna uma lâmina e a coloca sobre a garganta de Mark.

  - Q... Querida !! - diz Mark sem entender a situação,

Os dois homens de ternos retiram suas armas da cintura, mas antes que possam mirar Line pressiona ainda mais a lâmina ao pescoço de Mark

 - Não se aproximem. - diz Line com um sorriso no rosto
 - Por que esta fazendo isso Querida . . . ? - diz Mark ainda inconformado com a situação.
 - Calado!! Se abrir o bico de novo vou quebrar todos os seus dentes ! - diz Line em voz alta

Mais agentes chegam ao local agora cobrindo cada  saída.

 - Ora, Ora. Parece que estou cercada!
 - Águia Branca ! Renda-se e liberte o oficial ! diz um dos dos agentes se aproximando da mesa
 - Foi divertido . . .- diz Line - Mas as informações que suguei de você não eram muito digamos nutritivas, mon amour.


 Line sorri para Mark, aproximando de seu rosto o beija, Mark que fica paralisado tentando falar alguma coisa. Mas Line segurando a lâmina em seu pescoço faz um movimento rápido que abre sua garganta fazendo jorrar sangue.

- Capturem-na !!! - Grita o agente.

Line empurra Mark, engasgado com o próprio sangue cai morto sobre os dois agentes mais próximos. Line salta para atras antes que os demais possam a acertar com tiros,

 - Ate mais - diz line com braços abertos antes de seu corpo cair ao mar.

 Os agentes mais próximos vão até a beira, Mas line Some no Mar. . .

( continua).